Nutrição
DIETA DO MEDITTERÂNEO – O QUE É???
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O crescente aumento da prevalência de pessoas com sobrepeso e obesidade vem preocupando os órgãos federais de todo o mundo, visto que a obesidade já é um grande problema de saúde pública.
Atualmente tem sido muito falado sobre a tal “Dieta do Mediterrâneo”, que consiste em um tipo de alimentação característica de alguns países da região do mar Mediterrâneo (Itália, Grécia, Portugal, Espanha, França e outros). Este padrão alimentar é composto, basicamente, de vegetais, legumes, tomate, alho, frutas (maçã) e, principalmente, óleo de oliva, canola, cereais pouco moídos, nozes e sementes, queijo branco e iogurte, além de vinho. Muitos estudos vêm comprovando os efeitos benéficos deste tipo de alimentação tanto na perda de peso quanto na prevenção de doenças cardiovasculares. Recentemente, Almeida e seus colaboradores elaboraram uma revisão sistemática de dietas de emagrecimento e concluíram que a dieta do mediterrâneo parece surtir maior efeito na perda ponderal do que outros tipos de dietas com restrições energéticas severas. Deve ser salientado que essas populações, originalmente, mantinham naturalmente atividade física regular o que, comprovadamente, por si só, contribui para a melhoria da saúde e da expectativa de vida. O que a faz diferente em relação à alimentação das outras regiões do mundo é um baixo consumo de carnes vermelhas, gorduras de origem animal, produtos industrializados e doces (ricos em gordura e açúcar).
Analisando-se os principais benefícios provenientes dos alimentos dessa dieta, temos:
Frutas e hortaliças: contém grande quantidade de fibras e antioxidantes (como beta-caroteno, licopeno, vitaminas E e C).
Cereais: são essencialmente fornecedores de energia para o organismo; mas, se forem integrais, também contribuem com vitaminas do Complexo B, vitamina E, selênio e fibras.
Leguminosas: são fonte de fibras e proteínas vegetais. As fibras combatem a constipação, diminuem o nível do colesterol "ruim" (LDL) prevenindo o aparecimento das doenças cardiovasculares.
Oleaginosas: possuem ácidos graxos mono e poliinsaturados, com isso reduzem a chance de desenvolvimento da hipercolesterolemia. No entanto, quem faz um plano alimentar, com objetivo de emagrecer, não deve exceder em seu consumo, pois apesar das inúmeras vantagens, elas são muito calóricas.
Peixes: são ricos em ácidos graxos ômega - 3, dessa forma, atuam contra o aparecimento de uma variedade de doenças, incluindo hipertensão, aterosclerose, doenças do coração e câncer.
Iogurtes: fonte de cálcio e lactobacilos, o primeiro contribui para a prevenção da osteoporose e o segundo beneficia nossa flora intestinal, combatendo os microorganismos patogênicos que possam estar presentes nos intestinos.
Vinho tinto: possuem uma alta quantidade de flavonóides (antioxidantes), evitando a formação de placas de gorduras na parte interna dos vasos sanguíneos (ateromas), e por conseqüência, diminui o risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. De acordo com a cultura mediterrânea, o consumo do vinho tinto deve ocorrer durante as refeições, pois a presença de alimentos ameniza os efeitos tóxicos do álcool no organismo.
Azeite de oliva: rico em fenóis (antioxidantes) e em ácido graxo monoinsaturado, sendo que o último atua no aumento da taxa do colesterol "bom" (HDL), favorecendo nosso coração. Segundo o costume do povo mediterrâneo, o ideal é consumi-lo diariamente, para temperar as saladas, regar peixes, fazer arroz... Mas, não podemos esquecer que o azeite, assim como qualquer outra gordura, é calórico. Portanto, seu consumo não deve ser exagerado!
Procure um nutricionista e saiba mais sobre alimentação saudável e qualidade de vida!!!!
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